Lavras ao vento, pá

Cesar Carvalho traz o candomblé e a sociologia para dentro do verso. Lavras ao Vento, Pá é poesia com raízes profundas. Um livro que ensina enquanto encanta — raro e necessário no catálogo.

Cesar Carvalho traz o candomblé e a sociologia para dentro do verso. Lavras ao Vento, Pá é poesia com raízes profundas. Um livro que ensina enquanto encanta — raro e necessário no catálogo.

Renata de Castro escreve como quem se desfaz lentamente. O Terceiro Quarto é poesia de identidade em crise — cada verso uma pergunta sem resposta fácil. Levei tempo para entender a grandeza desse livro.

Max Blecher traduzido com rigor e sensibilidade. Corpo Transparente traz a vanguarda romena para o português com toda a sua estranheza preservada. Editar tradução é também uma escolha de curadoria literária.

Luiza Oliveira escreve o feminino com raiva e beleza em partes iguais. Da Menina que Matou seus Bichos é poesia de quem cresceu rápido demais e não esqueceu nada. Uma voz que não dá para ignorar.

Ana Paula Bez tem o talento de revelar o que está embaixo do tapete sem aviso. Branco é prosa que desconforta e faz rir ao mesmo tempo. Editar esse livro foi entender que a leveza também pode ser subversiva.

Cristiane Grando junta fotografia e poesia de um jeito que só funciona porque a autora domina as duas linguagens. Azules é obra bilíngue que mergulha fundo. Segunda edição que publiquei com ainda mais orgulho.

Meu próprio livro — e o mais difícil de editar. O monstro e seus vazios é poesia que pergunta o que não tem resposta fácil. Editei com a distância que o tempo dá e a intimidade de quem escreveu cada…

Barraco de Pedra é teatro em estado bruto. Willian Gutierre constrói cenas que doem como palavras ditas em voz alta numa sala pequena. Editar dramaturgia assim é entender que silêncio também é texto.

Paula Mandel tem um olho clínico para o ordinário. Onde os pombos dormem é prosa de quem observa a vida sem julgamento e escreve com precisão cirúrgica. Um dos contos mais densos que já publiquei.

Ari Marinho faz a pergunta que todo poeta faz a si mesmo: o que é um poeta? Vazio sem sombra responde com silêncio e musicalidade. Poesia que se sustenta sozinha na página.