A outra me faz roer os dedos

Benette Bacellar tem uma dicção poética própria — sinuosa, sensorial, feminina sem ser óbvia. A Outra Me Faz Roer os Dedos é livro de quem já encontrou sua voz. Editar assim é só não atrapalhar.

Benette Bacellar tem uma dicção poética própria — sinuosa, sensorial, feminina sem ser óbvia. A Outra Me Faz Roer os Dedos é livro de quem já encontrou sua voz. Editar assim é só não atrapalhar.

Victor Toscano mistura história, ficção e delírio com talento raro. Breves Delírios é prosa que não avisa quando muda de plano — e essa imprevisibilidade é exatamente o que o torna único no catálogo.

Daniel Tomaz escreve como quem não tem saída — e isso é exatamente o que faz de As Musas Esmagadas no Asfalto um livro necessário. Poesia que recusa o conforto.

Senhoras Obscenas nasceu nas redes e chegou ao livro por força própria. Editar uma antologia de vozes femininas independentes foi montar um coro afinado sem apagar nenhuma singularidade.

Ana Farrah tem uma dicção que mistura natureza e intimidade de forma rara. Orquídea Trepadeira surgiu das redes sociais e chegou ao livro com a mesma energia de quem cresce sem poda.

Ricardo Leão constrói um narrador perturbador com elegância literária. Os Dentes Alvos de Radamés é romance policial que transcende o gênero — um crime narrado como obra de arte. Editar assim exige atenção redobrada.

Edilson Lira filho escreve com a urgência de quem precisa registrar o momento antes que escape. Pormenores Íntimos é prosa sensorial, carnal, viva. Um dos livros mais intensos do catálogo.

Lindolfo Nascimento habita a fronteira entre a poesia e o teatro. Tímpanos Estourados é um texto que ressoa — literalmente. Editar essa voz dramática e lírica ao mesmo tempo foi um exercício de equilíbrio.

Max Blecher traduzido com rigor e sensibilidade. Corpo Transparente traz a vanguarda romena para o português com toda a sua estranheza preservada. Editar tradução é também uma escolha de curadoria literária.

Ana Paula Bez tem o talento de revelar o que está embaixo do tapete sem aviso. Branco é prosa que desconforta e faz rir ao mesmo tempo. Editar esse livro foi entender que a leveza também pode ser subversiva.