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Desdicionário

Daniela Belmiro inventou um dicionário dos avessos — e funcionou. Desdicionário é poesia que redefine o familiar e estranha o corriqueiro. Um livro pequeno que ocupa espaço grande no catálogo.

Flanando pelo mundo

Cristiane Neder flana de verdade — pelos lugares e pela escrita. Seus contos e crônicas têm o gosto de liberdade que só a experiência vivida dá. Editar Flanando pelo Mundo foi acompanhar uma voz que não para quieta.

Olá, pequeno monstro do dia

Claudinei Vieira saudou o monstro do dia com ironia e ternura. Olá, Pequeno Monstro do Dia é poesia urbana que conhece a rua e não tem medo de mostrá-la. Um dos primeiros livros que publiquei com genuína cumplicidade.

Nem tudo tem nome

Vítor Steinberg prova que nem tudo precisa de nome para existir. Poesia de lacunas e precisões ao mesmo tempo. Editar Nem Tudo Tem Nome foi trabalhar no limite entre o dito e o silenciado.

Conto escravidão

Xico Cruz escreve sobre escravidão com a urgência de quem não quer que o assunto seja esquecido. Conto Escravidão é prosa dura, necessária, sem ornamento. Publicar esse livro foi um ato político e literário.

Anjo voraz

Marco Aurélio de Souza escreve sobre o sagrado e o trauma com a mesma voz. Anjo Voraz é poesia que confronta o pai, Deus e a herança. Um livro que me marcou pela coragem de não suavizar nada.

Moedas soltas no bolso

Vitor Simon tem um olhar de cronista para os lugares que habitou. Moedas Soltas no Bolso é prosa de memória afetiva com precisão documental. Editar esse livro foi uma viagem por paisagens que eu nunca vi mas reconheci.

Vasto trovarr

Clarissa Loyola Comin escreve com uma densidade que exige pausa. Vasto Trovar é poesia que pede releitura — cada verso abre caminho para outro. Um livro que cresce a cada vez que você retorna.

Café azedo

Café Azedo nasceu de uma parceria dramatúrgica regada a muita conversa. Paula Mandel constrói diálogos que soam como confissão. Editar sua dramaturgia pela segunda vez foi confirmar uma aposta que sempre valeu.

Tranco cabelo, cai um raio

Gabriela Clara Pignataro escreve como quem ainda está descobrindo a língua — e isso é um elogio. Tranco Cabelo, Cai um Raio é poesia jovem, instintiva, que chega antes que o pensamento organize.