O mundo é inventado

Magno Mello escreve crônicas com o olho de quem viu muito e ainda se surpreende. O Mundo é Inventado é leitura que vai e volta — frases que pedem para ser relidas. Editar assim é um prazer puro.

Magno Mello escreve crônicas com o olho de quem viu muito e ainda se surpreende. O Mundo é Inventado é leitura que vai e volta — frases que pedem para ser relidas. Editar assim é um prazer puro.

Traduzir John Gould Fletcher foi trazer o imagismo americano para o português com toda a sua plasticidade visual. Gravuras Japonesas é um livro que se lê com os olhos da pintura. Curadoria e tradução em equilíbrio perfeito.

Dionisio Neto é um dos dramaturgos mais inventivos da cena brasileira. Publicar as obras reunidas foi um compromisso com a preservação de uma linguagem dramatúrgica única. Um orgulho de catálogo.

Bruno Bernardo escreve o silêncio como se ele tivesse peso. Fazer Sumir as Palavras é exatamente o que o título promete — poesia que dissolve e deixa apenas o essencial. Livro de fôlego curto e impacto longo.

Christina Ramalho é pesquisadora e poeta — e os dois lados aparecem em Fio de Tensão. Verso que sabe onde quer chegar. Editar uma autora com essa bagagem acadêmica e lírica ao mesmo tempo foi um diálogo rico.

Café Azedo nasceu de uma parceria dramatúrgica regada a muita conversa. Paula Mandel constrói diálogos que soam como confissão. Editar sua dramaturgia pela segunda vez foi confirmar uma aposta que sempre valeu.

Gabriela Clara Pignataro escreve como quem ainda está descobrindo a língua — e isso é um elogio. Tranco Cabelo, Cai um Raio é poesia jovem, instintiva, que chega antes que o pensamento organize.

A segunda coletânea de Dionisio Neto consolida uma obra dramatúrgica de peso. Opus Profundum reúne peças que vivem nas fronteiras do gênero. Publicar isso foi afirmar que o teatro literário tem lugar no catálogo.

Lindevania Martins escreve contos com a precisão de quem observou a injustiça de perto. Zona de Desconforto é prosa social sem panfletismo — o melhor tipo de literatura política. Leitura que incomoda por mérito.

Benette Bacellar tem uma dicção poética própria — sinuosa, sensorial, feminina sem ser óbvia. A Outra Me Faz Roer os Dedos é livro de quem já encontrou sua voz. Editar assim é só não atrapalhar.