1918

Fabricio Portugal recria 1918 — a gripe, a guerra, o fim do mundo de então. Fui publisher de um romance histórico de atmosfera precisa e angustiante.

Fabricio Portugal recria 1918 — a gripe, a guerra, o fim do mundo de então. Fui publisher de um romance histórico de atmosfera precisa e angustiante.

Débora Araújo conta os animais — e no número deles encontra o pulso do mundo. Fui publisher de uma obra infantil que tem coração de adulto.

Leandro Russo escreve pelos excluídos com uma urgência que não cabe em um único livro. Fui publisher de uma obra que denuncia ao mesmo tempo que humaniza.

Jaqueson Luiz Silva diz o fruto do som e da sombra com uma voz que ecoa. Fui publisher de uma poesia de paisagem e escuta.

Carlos H. Coimbra escreve para a alma gêmea com a certeza de quem já a encontrou nas estrelas. Fui publisher de uma poesia que brilha mesmo antes do amanhecer.

Luan Gomes colore de verde sua alma e nos faz enxergar o que a pressa apagou. Fui publisher de uma poesia jovem e de raiz.

Pascua Gomes atravessa os estados do ser — dormir, sonhar, acordar, experenciar — com delicadeza e profundidade. Fui publisher desta obra de travessias internas.

Rosa Watrin escreve no corrimão do século da pressa — segurando o que escorrega. Fui publisher de uma poesia que pede para desacelerar.

Roberto dos Santos nomeia o vazio e o preenche com poesia de gestos precisos. Fui publisher de uma obra que diz muito ao dizer quase nada.

Florbela Espanca entra no catálogo com seu grande amor — um clássico que tive o prazer de apresentar numa nova edição.